sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Tema 3

Os sistemas educativos e a formação para a Europa do conhecimento


Os Sistemas Educativos da Europa (e também do resto do mundo, onde o desafio é ainda maior, na minha opinião) devem cada vez capacitar os cidadãos de se tornarem alunos ao longo da vida, levarem-nos a sentir essa necessidade  quer voluntariamente quer através de um Sistema Educativo e Social que lhes incuta as vantagens e necessidades dessa formação,  tanto de conhecimentos e capacidades como de valores.
Ao longo dos últimos anos tenho dinamizado e divulgado um curso sobre SoftSkills que acho interessante www.skillsjovem.pt (é um portal com formação gratuita, direcionado para alunos do ensino superior, mas pode ser aplicado a qualquer público jovem e adulto).
As instituições Europeias tinham e continuam a ter a intenção de promover a Aprendizagem ao Longo da Vida e funcionam por ciclos. Terminam uns, iniciam outros, talvez devido às necessidades identificadas através de estudos realizados nesse sentido. Saliento com muito agrado de um desses programas, os Centros de Novas Oportunidades associados à Certificação de Competências e aos Cursos de Educação e Formação de Adultos. Considero que foi bastante positiva a sua implementação e os resultados dessas formações espelham bem o que se pretende com a Aprendizagem ao Longo da Vida para todos os cidadãos. O facto de um grande número de pessoas em idade adulta ser desafiada a aprender ou revisitar conteúdos que envolvem as áreas de TIC, Matemática para a Vida, Línguas e Ciência, Tecnologia e Sociedade, valorizando os conhecimentos e competências que foram em muitos casos identificadas em cada indivíduo, provocou em muitas pessoas mudanças reconhecimentos e valorização, tornando-as melhores profissionais e pessoas, contribuindo para evitar a marginalização e de abandono para os cidadãos europeus.
Posto isto considero que a Europa tem contribuído inequivocamente para que os Sistemas Educativos de cada país (e a convergência e interligação entre eles), tenham em conta cada vez mais o paradigma da Aprendizagem ao Longo da Vida, na formação e educação dos cidadãos. Os programas criados têm contribuído para o reconhecimento nos cidadãos de competências já adquiridas e também contribuindo para o desenvolvimento de outras. 
Os documentos e vídeo analisados mostraram a importância e necessidade desses programas e iniciativas europeias para o desenvolvimento desse paradigma de educação. Não se excluem outras abordagens, mas as que foram implementadas têm sido promotoras de mudança, para melhor, tanto no ensino básico e secundário, como no ensino superior e ainda na formação e educação dos cidadãos que se encontram no mercado de trabalho nas várias profissões, como alunos ou como formadores em qualquer um desses contextos.
Será que sem essas iniciativas teríamos Sistemas Educativos que permitissem uma cultura tão avançada (embora ainda muito haja a fazer) na Educação ao Longo da Vida?

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