Tema 3
Os sistemas educativos e a formação para a Europa do conhecimento
Os Sistemas Educativos da Europa (e também do
resto do mundo, onde o desafio é ainda maior, na minha opinião) devem cada vez capacitar os cidadãos de se tornarem alunos ao longo da vida, levarem-nos a sentir essa necessidade quer voluntariamente quer através de um
Sistema Educativo e Social que lhes incuta as vantagens e necessidades dessa formação, tanto de conhecimentos e capacidades como de
valores.
Ao longo
dos últimos anos tenho dinamizado e divulgado um curso sobre SoftSkills que
acho interessante www.skillsjovem.pt (é
um portal com formação gratuita, direcionado para alunos do ensino superior,
mas pode ser aplicado a qualquer público jovem e adulto).
As instituições Europeias tinham e continuam
a ter a intenção de promover a Aprendizagem ao Longo da Vida e funcionam por
ciclos. Terminam uns, iniciam outros, talvez devido às necessidades
identificadas através de estudos realizados nesse sentido. Saliento com muito
agrado de um desses programas, os Centros de Novas Oportunidades associados à
Certificação de Competências e aos Cursos de Educação e Formação de Adultos.
Considero que foi bastante positiva a sua implementação e os resultados dessas formações espelham bem o
que se pretende com a Aprendizagem ao Longo da Vida para todos os cidadãos. O facto de um grande
número de pessoas em idade adulta ser desafiada a aprender ou revisitar conteúdos que envolvem as áreas de TIC, Matemática para
a Vida, Línguas e Ciência, Tecnologia e Sociedade, valorizando os conhecimentos
e competências que foram em muitos casos identificadas em cada indivíduo, provocou em muitas
pessoas mudanças reconhecimentos e valorização, tornando-as melhores profissionais e pessoas, contribuindo para evitar a marginalização e de abandono para os cidadãos
europeus.
Posto isto considero que a Europa tem contribuído inequivocamente para que os
Sistemas Educativos de cada país (e a convergência e interligação entre eles), tenham
em conta cada vez mais o paradigma da Aprendizagem ao Longo da Vida, na
formação e educação dos cidadãos. Os programas criados têm contribuído para o
reconhecimento nos cidadãos de competências já adquiridas e também contribuindo
para o desenvolvimento de outras.
Os documentos e vídeo analisados mostraram a
importância e necessidade desses programas e iniciativas europeias para o
desenvolvimento desse paradigma de educação. Não se excluem outras abordagens,
mas as que foram implementadas têm sido promotoras de mudança, para melhor,
tanto no ensino básico e secundário, como no ensino superior e ainda na
formação e educação dos cidadãos que se encontram no mercado de trabalho nas
várias profissões, como alunos ou como formadores em qualquer um
desses contextos.
Será
que sem essas iniciativas teríamos Sistemas Educativos que permitissem uma
cultura tão avançada (embora ainda muito haja a fazer) na Educação ao Longo da
Vida?
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