Tema 1 - Mutações sociais e Sistema Educativos
Atividade - Análise de textos propostos
A primeira atividade deste tema tinha como principal objetivo compreender as tendências evolutivas das sociedades contemporâneas, a educação e os Sistemas Educativos.
Para o desenvolvimento dessa atividade foram propostas várias análises de documentos, que tornaram o processo de compreensão dessas tendências num exercício de reflexão interessante. Deixo aqui as notas principais dessas leituras.
Para o desenvolvimento dessa atividade foram propostas várias análises de documentos, que tornaram o processo de compreensão dessas tendências num exercício de reflexão interessante. Deixo aqui as notas principais dessas leituras.
O texto apresentado por Delors em
2005 (Educação
– um tesouro a descobrir, DELORS, J. (Coord.) (2005)) abriu a porta para
uma visão da Educação de uma forma diferente. Passou-se a defender uma educação
participativa, que permitisse o desenvolvimento do ser humano como um todo,
defendendo-se o aluno como um ser aprendente numa visão holística aprender a
conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser),
permitindo-lhe adquirir capacidades e competências que o preparem para continuar
a aprender ao longo da vida.
O manifesto Onlife, em
2014, trouxe o debate sobre novas problemáticas, decorrentes da evolução
tecnológicas. O risco de não distinguir o real do virtual, o humano do
artificial, a elevada quantidade de informação disponível e em circulação,
exigem que os sistemas educativos se adaptem no sentido de tentar capacitar os
alunos de conhecimentos, capacidades e atitudes que lhes permitam acompanhar
adequadamente essa evolução e sabê-la organizar, selecionar, interpretar e
absorver.
Quando analisei o documento
de 2015 sobre a nova visão para a Educação, referente ao WEFUSA, tive a
sensação que estava perante um dos melhores documentos de referência para como
deve ser entendida a Educação e o Sistema Educativo virado para o futuro,
presente no documento de referência atual em Portugal - Perfil
do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória. Nesse documento é possível
analisar as competências que se pretendem que possuam as gerações de alunos do
século XXI e a necessidade de ter em conta as potencialidades da tecnologia
para ajudar a colmatar as lacunas sobre essas competências bem como para o seu
desenvolvimento. O mesmo documento alerta ainda para a consciência que é
necessária de que todos os envolvidos na Educação, desde governos, escolas,
tecnologias e a própria sociedade serão responsáveis pelo processo.
O artigo sobre aspetos contextuais dos Sistemas
Educativos, de Ramos, C. (2017) acaba por ser uma excelente problematização dos
desafios que se colocam à Educação, e a argumentação e explicação daquilo que
se pretende que sejam os próximos sistemas educativos, no sentido de poderem
dar resposta ao defendido nos artigos que acima referi. A necessidade de que o
desenvolvimento humano possibilite acompanhar o desenvolvimento tecnológico e
social, as desigualdades entre países que crescem a ritmos diferentes, o rápido
desenvolvimento tecnológico e a velocidade de propagação da informação, exigem
cada vez mais competências intelectuais, cognitivas e sociais. Essa exigência
coloca nos sistemas educativos a necessidade de se adaptarem, dando aos alunos
ferramentas, capacidade de evolução e adaptação, privilegiar a imaginação,
criatividade, comunicação, trabalho em equipa para dotar cada aluno de
capacidades de reagir proactivamente para antecipar e acompanhar essas mudanças.
O sistema educativo português deve dar mais autonomia às escolas, com o
envolvimento ativo e participativo de todos os intervenientes, professores,
alunos, governos e restante comunidade educativa.
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