sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Tema 1 - Mutações sociais e Sistema Educativos

Atividade - Análise de textos propostos


A primeira atividade deste tema tinha como principal objetivo compreender as tendências evolutivas das sociedades contemporâneas, a educação e os Sistemas Educativos.
Para o desenvolvimento dessa atividade foram propostas várias análises de documentos, que tornaram o processo de compreensão dessas tendências num exercício de reflexão interessante. Deixo aqui as notas principais dessas leituras.

O texto apresentado por Delors em 2005 (Educação – um tesouro a descobrir, DELORS, J. (Coord.) (2005)) abriu a porta para uma visão da Educação de uma forma diferente. Passou-se a defender uma educação participativa, que permitisse o desenvolvimento do ser humano como um todo, defendendo-se o aluno como um ser aprendente numa visão holística aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser), permitindo-lhe adquirir capacidades e competências que o preparem para continuar a aprender ao longo da vida.
O manifesto Onlife, em 2014, trouxe o debate sobre novas problemáticas, decorrentes da evolução tecnológicas. O risco de não distinguir o real do virtual, o humano do artificial, a elevada quantidade de informação disponível e em circulação, exigem que os sistemas educativos se adaptem no sentido de tentar capacitar os alunos de conhecimentos, capacidades e atitudes que lhes permitam acompanhar adequadamente essa evolução e sabê-la organizar, selecionar, interpretar e absorver.
Quando analisei o documento de 2015 sobre a nova visão para a Educação, referente ao WEFUSA, tive a sensação que estava perante um dos melhores documentos de referência para como deve ser entendida a Educação e o Sistema Educativo virado para o futuro, presente no documento de referência atual em Portugal - Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória. Nesse documento é possível analisar as competências que se pretendem que possuam as gerações de alunos do século XXI e a necessidade de ter em conta as potencialidades da tecnologia para ajudar a colmatar as lacunas sobre essas competências bem como para o seu desenvolvimento. O mesmo documento alerta ainda para a consciência que é necessária de que todos os envolvidos na Educação, desde governos, escolas, tecnologias e a própria sociedade serão responsáveis pelo processo.
O artigo sobre aspetos contextuais dos Sistemas Educativos, de Ramos, C. (2017) acaba por ser uma excelente problematização dos desafios que se colocam à Educação, e a argumentação e explicação daquilo que se pretende que sejam os próximos sistemas educativos, no sentido de poderem dar resposta ao defendido nos artigos que acima referi. A necessidade de que o desenvolvimento humano possibilite acompanhar o desenvolvimento tecnológico e social, as desigualdades entre países que crescem a ritmos diferentes, o rápido desenvolvimento tecnológico e a velocidade de propagação da informação, exigem cada vez mais competências intelectuais, cognitivas e sociais. Essa exigência coloca nos sistemas educativos a necessidade de se adaptarem, dando aos alunos ferramentas, capacidade de evolução e adaptação, privilegiar a imaginação, criatividade, comunicação, trabalho em equipa para dotar cada aluno de capacidades de reagir proactivamente para antecipar e acompanhar essas mudanças. O sistema educativo português deve dar mais autonomia às escolas, com o envolvimento ativo e participativo de todos os intervenientes, professores, alunos, governos e restante comunidade educativa.

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